Com apenas 17 anos, o jovem chileno parece querer nos iludir quanto à sua idade, visto que desenha como gente grande. Seus trabalhos, aliás, não param por aí quando o assunto é ilusão.
Carregando a herança visual e conceitual de M.C. Escher, uma das principais influências do garoto, suas obras desafiam as leis bidimensionais do papel e parecem ganhar vida própria, muitas vezes interagindo com objetos reais à sua volta. Quando a foto é tirada do ângulo certo, fica difícil diferenciar o que é real e o que é desenho. Veja:
Arte é para todos? Na busca da resposta, você verá que a capacidade criadora é inata ao ser humano. Verá, também, que a apreciação artística é um aprendizado e irá conhecer o Renascimento e o Barroco.
No texto visual expressamos idéias por meio das imagens. Você verá que, quanto mais se sabe sobre o artista e o seu tempo, mais o texto visual tem a nos dizer.
Você verá a relação entre arte e realidade. Aprenderá o que é arte figurativa e abstrata, e verá que aspectos sociais, históricos e ideológicos estão presentes nas imagens que compõem a obra.
É possível aprender e ensinar arte? Você verá que o conhecimento artístico pode ser desenvolvido dentro ou fora das escolas, como é o caso dos impressionistas, e verá que a arte tem uma função social.
O contexto influencia e é influenciado pela criação artística. Nessa teleaula você aprenderá que a arte é um jeito de conhecer outras culturas e saberá mais sobre o período da Idade Média.
Segue até domingo (14) a primeira edição da Rio Comicon na estação Leopoldina, região central do Rio de Janeiro. A feira de quadrinhos e cultura pop é vista como uma espécie de continuação da Bienal Internacional dos Quadrinhos, cuja última edição ocorreu em 1997.
O destaque deste fim de sexta-feira é a palestra sobre quadrinhos ingleses com a britânica Melinda Gebbie, criadora da HQ “Lost Girls”, e o norte-americano Kevin O’Neill, criador da série "A Liga Extraordinária" ao lado de Alan Moore. O evento acontece às 20h.
No domingo, a partir das 13h, será exibida uma entrevista em vídeo de Paul Gravett, autor de "Mangá - Como o Japão Reinventou os Quadrinhos". Às 15h40, Maurício de Souza conversa com o público sobre a sua trajetória artística. Às 17h, Jeff Newelt faz um tributo a Harvey Pekar, desenhista que morreu este ano e ficou famoso por retratar sua própria vida na série "Anti-Herói Americano". Às 18h30, uma homenagem aos mestres dos quadrinhos mundiais reúne Angeli, Fábio Moon, Gabriel Bá, Kevin O' Neill, Laerte, Milo Manara, Maurício de Souza, Melinda Gebbie, Lourenço Mutarelli, Ota, Rafael Grampá e Ziraldo, entre outros.
'Malditos cartunistas' teve primeira exibição pública nesta quarta, no Rio.
Filme traz macetes dos criadores de tiras e registro histórico de Glauco.
Qual a diferença entre um cartunista, um chargista e um quadrinista? Quais são os segredos e os macetes para produzir uma tira de jornal todo santo dia? Humor é inspiração ou transpiração? Saber desenhar é um dom?
Essas e outras muitas perguntas sobre o trabalho dos humoristas do traço são respondidas por 25 representantes de diversas gerações em "Malditos cartunistas", documentário de cerca de 90 minutos apresentado em primeira mão nesta quarta-feira (10) durante a Rio Comicon, convenção de quadrinhos realizada na Estação Leopoldina até domingo.
Dirigido por Daniel Garcia, 31, e Daniel Paiva, 29, ambos artistas independentes que publicam seus trabalhos na revista "Tarja preta", o filme cobre desde a velha guarda do cartum, formada por nomes como Ziraldo, Jaguar, Reinaldo e Nani, passando pelos também veteranos Angeli, Ota, Adão e Caco Galhardo, até as safras mais recentes, com gente como Allan Sieber, Arnaldo Branco, André Dahmer e Chiquinha.
"No geral, os cartunistas são muito diferentes entre si, mas também são muito parecidos porque todos têm sempre alguma maluquice", revelou Daniel Paiva ao G1, em entrevista que você pode ver no vídeo acima.
E são justamente essas pequenas "maluquices" que levaram às gargalhadas o público que lotou a sessão na noite de quarta para ver o documentário.
Em um dos pontos altos, o cartunista e ex-editor da revista "Mad" no Brasil, Otacílio D'Assunção, o Ota, revela a sua rotina de trabalho. São 11h48, e Ota tem a tela do computador aberta em uma tira sua já publicada no dia anterior pelo "Jornal do Brasil". Faltam 12 minutos para o fechamento da seção de tiras do dia seguinte do jornal e ele ainda nem começou a pensar na piada. Enquanto conversa com os documentaristas, sem o menor sinal de constrangimento, vai escrevendo por cima dos balões da tira anterior, corrige o posicionamento de um desenho aqui e outro ali e... voilá, está pronta mais uma tirinha.
Enquanto isso, em um estúdio à meia-luz muito longe dali, o perfeccionista Angeli fala sobre como prepara uma charge para a página 2 da "Folha de S. Paulo". "Começo às 13h, mas mesmo se a ideia já estiver formada, não considero a charge terminada até as 20h", diz, referindo-se ao horário de fechamento da edição nacional do jornal.
Fazendo coro com Ota, o carioca André Dahmer, da geração de quadrinistas revelada pela internet com trabalhos como a série "Os malvados" e "Rei Emir", publicada às sextas no G1, desmistifca a reciclagem de desenhos: "Quem foi que nunca reaproveitou uma tira?", sugere, sem falso moralismo.
Profissão: manicure Mesmo que consagrados no universo do humor gráfico nacional, boa parte dos artistas entrevistados não abandona nunca o tom autodepreciativo ao falar de seu trabalho e de listar os episódios cômicos que envolvem o reconhecimento da profissão fora do meio.
Eloar Guazzelli diz que o cartunista é "como um filósofo", com a diferença que um tem sempre uma verdade para apresentar em uma mão e o outro... tem sempre "uma bosta". A gaúcha Chiquinha reclama que, quando diz aos amigos que vai trabalhar, recebe sempre um comentário sarcástico na linha "sei, sei... vai lá fazer os seus desenhinhos".
Mas é de Lourenço Mutarelli, autor de trabalhos depressivos nos quadrinhos da década de 90, que parte a melhor anedota sobre o complexo de vira-lata de que os autores de HQ e cartum em geral sofrem. "Quando vou preencher registros em hotel, a brincadeira que tenho feito agora é colocar [no campo] 'profissão: manicure'", brinca.
Mestres na arte de sacar uma boa piada da cartola quando o público menos espera - afinal, é esse o segredo (ou um dos) de uma boa tirinha - são os próprios cartunistas, portanto, que conduzem e dão brilho ao documentário. Sem grandes recursos estéticos, a câmera está quase 80% do tempo fixa em um tripé, a iluminação e o áudio por vezes são precários e os efeitos visuais se limitam a páginas de cartuns e tirinhas sobrepostas sobre os depoimentos dos entrevistados.
Para a história Os diretores fazem questão de frisar, no entanto, que a versão do filme exibida no Rio é ainda preliminar e pode sofrer alterações mais adiante. Mas o principal valor do filme dos Daniéis - é esse, aliás, o nome da produtora de Garcia e Paiva - está provavelmente no registro histórico desses artistas, artigo ainda raro na produção audiovisual do país à exceção de alguns poucos programas produzidos para televisão.
Assassinado com seu filho em março deste ano em seu sítio em São Paulo, o geralmente recluso cartunista Glauco, autor das tiras do Geraldão, aparece em um de seus prováveis últimos depoimentos gravados por uma câmera. A entrevista foi realizada em 2007, na raça.
"A gente já vinha tentando falar com ele, ele desmarcou algumas vezes, choveu, ele teve que cuidar da horta... e acabou que a gente não tinha confirmado, mas pegou o endereço na internet e fomos falar com ele. Valeu a pena pra caramba, a gente é fã dele e foi maneiríssimo conhecê-lo", diz Garcia.
E, para os saudosistas e conservadores que torceram os narizes para o novo guarda-roupas feminino de Laerte, o filme traz também um inestimável registro: em seu depoimento, gravado antes da fase cross-dresser que o cartunista diz ter vindo para ficar, Laerte aparece de cabelos curtos e vestido de macho. Porque, como defende Jaguar em um trecho do trailer, essa é uma "profissão de homem: cartunista e estivador". Só se for no tempo do "Pasquim"...
Rio Comicon 2010 Quando: 9 a 14 de novembro, das 13h às 22h Onde: Ponto Cultural Barão de Mauá – Estação Central da Leopoldina, Rio de Janeiro Quanto: R$ 10 (meia-entrada: R$ 5) Mais informações:http://www.riocomicon.com.br/
Christie's irá leiloar 125 peças, que vão de quadros a desenhos e fotos.
Dentre as raridades há uma aquarela de Hugh Hefner por Salvador Dalí.
Foto de Marylin Monroe da primeira edição de 'Playboy', de 1953, será posto à venda, assim como a imagem de Brigitte Bardot que estampou uma capa da revista em março de 1958 (Foto: AP)
Outra raridade que fará parte do leilão 'The year of the rabbit' é essa fotografia de Stephen Wanda, com Pamela Anderson e Dan Ackroyd, na época do lançamento do filme 'Cônicos e Cômicos', de 1993 (Foto: AP)
Obra estava avaliada entre US$ 25 milhões e US$ 35 milhões.
Valor do arremate foi considerado 'extraordinário'.
Uma grande escultura de bronze de uma mulher vista de costas de Henri Matisse foi arrematada nesta quarta-feira (3), em Nova York, por quase US$ 49 milhões, um novo recorde para este impressionista francês.
Com 1,89m, "Nu de dos" (Nu de costas) foi a estrela do leilão da Christie's em Nova York.
A escultura foi a pregão apenas um dia após a Casa Sotheby's leiloar uma pintura de Amedeo Modigliani pelo preço recorde de US$ 69 milhões.
"Nu de dos, 4 etat" estava avaliada em entre US$ 25 milhões e US$ 35 milhões e o valor obtido de US$ 48,802 milhões foi considerado "extraordinário" pela Christie's.
'Coca-Cola (4) (Large Coca-Cola)' foi vendida na terça (9) pela Sotheby's.
Estimativas iniciais eram de que peça arrecadasse US$ 25 milhões.
A obra “Coca-Cola (4) (Large Coca-Cola)” do artista plástico americano Andy Warhol foi vendida por US$ 35,36 milhões nesta terça-feira (9). A venda foi parte de um leilão de arte contemporânea e pós-guerra realizado pela Sotheby’s.
As vendas de 54 trabalhos, dos quais cerca de 91% encontraram compradores, acumulou no total US$ 222,4 milhões, superando as expectativas de US$ 214 milhões.
Liderada por “Coca-Cola (4) (Large Coca-Cola)”, que superou as estimativas iniciais de US$ 25 milhões, a venda mostra o apetite crescente por trabalhos do período pós-guerra. O mercado para esse tipo de arte tem crescido nos últimos anos.
Na segunda-feira (8), a obra “Men in her life”, trabalho de Warhol com múltiplas imagens de Elizabeth Taylor, atingiu a cifra de US$ 63,4 milhões na Phillips.
'Luiz Inácio Brasileiro da Silva' será vendida nas bancas por R$ 4,95. HQ conta a vida do presidente em 48 páginas e ilustrações de Rodolfo Zalla.
A vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde suas origens humildes até a atualidade, acaba de ganhar uma versão em quadrinhos. A HQ, da editora Sarandi, é o primeiro número de uma coleção sobre personalidades que marcaram o Brasil e terá como título "Luiz Inácio Brasileiro da Silva".
As ilustrações percorrem em 48 páginas os principais episódios da vida de Lula, desde sua infância na pequena Vargem Grande (atual Caetés), em Pernambuco, até o final de seu mandato presidencial.
A história começa na cúpula do G20 em Londres no ano passado, quando o presidente americano, Barack Obama, disse a Lula: "Este é meu homem", definindo-o como "o político mais popular do mundo".
O episódio é o gancho para remeter às origens do líder, para depois narrar suas experiências como torneiro mecânico, a ascensão nos sindicatos e a fundação do PT, com o qual chegaria à chefia do Estado nas eleições de 2002.
O roteiro do livro é de Toni Rodrigues, autor de publicações infantis, e as ilustrações ficam por conta do argentino Rodolfo Zalla, renomado editor de histórias em quadrinhos dos anos 1980.
No final das 48 páginas, uma mensagem assinada pelo próprio Lula diz que sua história "representa os milhões de brasileiros anônimos que ainda não tiveram oportunidades".
A história em quadrinhos chegará às bancas nas próximas semanas com uma tiragem inicial de 37 mil exemplares, a R$ 4,95.
A editora Sarandi tem como um de seus principais clientes o Ministério da Educação e desde 2007 edita publicações do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).
Formada em Artes Visuais com ênfase em computação pela Universidade Tuiuti do Paraná (2008)
Pós Graduada em História Cultural pela Universidade Tuiuti do paraná (2010)